segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Cisne negro

Antes da nova futura postagem já intitulada "Aos 29", permita-me externar o que se passa em minha vida. Não é um ato de rebeldia ou reclamação,também sei que talvez que o meu ato de escrever não gerará mudança alguma.
Como fiz um acordo comigo mesma de não me deixar vencer diante de qualquer circunstância, escrevo como fortalecimento para mim.
Há uns minutos atrás, estava em minha cama com pensamentos em Deus, fazendo aquele discurso regado a lágrimas, pensamentos, palavras que só Ele sabe e entende.
Eu não entendo nada do que acontece, mas também não vou me flagelar em entender. Já percebi que essa busca por entender não me leva a nada.
Sei que é interessante sentir-se mais bem cuidada por um estranho do que um conhecido. Também sei que minha presença é ignorada, ou simplesmente descartada. Sabe quando vai remover algo do facebook e aparece aquele quadrinho com a seguinte pergunta: "Tem certeza que deseja excluir?" e clica-se nele? Penso que é assim fazem comigo, porém antes de aparecer qualquer pergunta para confirmar a ação já excluem e se bobear ainda escolhem: "Desejo que essa mensagem não apareça mais".
Duro,mas é a vida e eu não entendo.
Eu assisti "Cisne negro", bem complexo,viu? Não me comparo a ela não, citei o filme pensando no quanto o ser humano é complexo e talvez eu tenha até uma certa ousadia em dizer que existe um cisne negro atrás de mim, que tenta sempre me derrubar, que não sabe conviver consigo e tenta estralhaçar a vida dos outros porque pensa que tem que ser o melhor em tudo e acredita que o mundo conspira contra ele.
O que digo é que nesta segunda-feira nublada e com um vento que faz arrepiar levam-me a refletir e sinceramente não tenho alguma voz de comando sobre o que fazer.
Pessoas que me conhecem sabem da minha presença mesmo com o meu silêncio. Espero ter uma boa segunda-feira, e sei que não é bom,mas torço para que o dia termine logo e eu tenha tempo para mim.
O tempo passa e minha mala aguarda a hora de ser utilizada...

sábado, 13 de agosto de 2011

August 13

Sabadão, um mês depois do meu níver. Hoje é níver de uma amiga e também casório dela ( isto também deve explicar o quão emocionada ela estava).Acabei de chegar da cerimônia que teve seus pormenores. Percebi que teve detalhes lá que ela já comentava comigo na nossa época de adolescência Da minha preparação a saída de casa, e no momento que estava na igreja muita coisa se desenrolou.
Tive momentos bem reflexivos durante o dia. Li a seguinte frase: "Difícil saber o que é importante na vida. Nós não notamos o que é pequeno demais e não estamos preparados para o que é muito grande" e pensei comigo mesma "É verdade." Não sei quem é o autor,mas digo que conseguiu externar algo meu.
Ontem,retornei da viagem radiante. Olhando os morros verdejantes na estrada, meus olhos deviam brilhar. Eu gosto de paisagem assim e notar a complexidade de tudo. Só Deus explica. Foi um passo que dei e fico feliz comigo mesma. Agradeço a Deus pela sexta que tive, foi singular para mim. Para muitos, foi um dia da semana de trabalho, estudo, afazeres. Para outros, o fim de semana, um dia alegre, um dia triste, um dia estressante. Há muito de emoção e sensação em torno do dia. Eu digo que minha sexta foi brilhante, porque me senti cuidada.
Já faz tempo que sinto que caminho sozinha. Há alguns momentos que sinto que estou acompanhada - e não digo somente de companhia física. Ontem, foi um dos momentos que vivi que, cara, não ando sozinha e como Deus cuida de mim! Foi um dia bem de Érica. Vivi daqueles momentos que só eu sei e digo: só eu mesmo para vivenciar isto. E eu olho, sorrio, observo as pessoas que cruzam meu caminho, desbravo o desconhecido, ouço críticas, faço perguntas, incidentes, atraio olhares, ando,escuto,como,canso, escrevo. Há uma trilha sonora para o dia.
Eu assisti - ou melhor assisti boa parte, porque meu sono, apesar da insistência e vontade, não me deixou terminar- o filme Comer,rezar,amar semana passada e faço um paralelo com o que vivi. É uma singularidade que torna meu dia intenso. Não importa o tempo,a quantidade de horas envolvida, concluo que tudo é intenso. Intenso sem ferir, machucar. É aquele intenso que digo que faz com que cada segundo seja imensamente importante e norteador da vida.
A lua está linda hoje, isto me faz sorrir também. Tentaram acabar com meu dia, chorei um pouco,mas passou. Você pensa que eu vou me esconder e reclamar da vida? Não mesmo. Até cito um frase que li:"E todos os dias, por mais amargos que sejam, eu digo: - Amanhã fico triste, hoje não." (Caio Fernando Abreu)
Bom,digo que meu presente do dia foi o livro Persuasão de Jane Austen - uma surpresinha boa que encontrei numa livraria. Já no início do livro existe um pouco de mim.
Na próxima postagem, eu digo. Já tem até título: Aos 29 ( risos).
mais uma frase para terminar:"Gaste mais horas realizando que sonhando... vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
See you later, Honey B.

* P.S. Honey B não é ninguém em especial, ouvi isto e achei fofinho. Pode ser que eu encontre um pseudônimo ou apelido só meu para usar aqui ao me dirigir ao leitor.

sábado, 6 de agosto de 2011

Impressões da semana

Sinceramente, agosto está além das minhas expectativas. A semana foi tranquila. Na quinta, eu estava pra lá de radiante. Consegui cumprir boa parte dos meus compromissos. Fiz um cronograma para o mês- suei para encaixar as minhas atividades sem prejudicar nada.
É sabado e eu trabalhei,então fico ainda meio perdida no dia já que a manhã toda fica por conta da reunião.
Lembrei-me do meu violino, o Vinus que encontra-se num cantinho do quarto. O saudosismo foi por causa de uma reportagem sobre a Orquestra Juvenil da Bahia e sua apresentação na Alemanha. Empolgante,viu?Já até assisti outros vídeos com apresentações musicais.
O frio voltou e não me queixo. A semana está perto do fim, e se Deus assim permitir a semana que vem terá mais surpresas. Meus desafios aumentam, e sinto-me mais disposta e ousada para lutar pelo lugar que almejo.
“Nenhum dia terá mais provações do que você pode suportar; e cada dia terá misericórdias suficientes para suas tensões.”

Por hoje é só, estou mais para ver e ouvir do que escrever ;)

sábado, 30 de julho de 2011

Para não dizer que...

Ainda posso continuar relatando sobre minha viagem e todo clima de passado pairando sobre ela. Um passado com vários personagens,cada um com uma função a ser desempenhada.
Em 2011, entre os dias 20 e 25 de julho eu fui uma das personagens da histórica Mariana. O outdoor na entrada da cidade já indica que foi lá que Minas Gerais nasceu.
Mariana fazia parte do meu livro de História. Se eu imaginei colocar meus pés lá um dia? Não sei mesmo. Minha mente não me diz o que eu pensava naquela época do antigo primário, com bermuda azul marinha e camisa branca com emblema da escola.
Sei que eu era a Érica que não era muito fã de Estudos Sociais- como assim era chamada a História e Geografia- e mesmo assim conseguia sempre ter notas altas.
Estou em fim de férias, não mexi em agenda, não escrevi no meu caderno, estou em recesso no inglês, pausa na auto escola. Faz bem,viu? Ontem li um artigo que tratava sobre férias, e saber aproveitar não fazendo tudo que sempre quis, ter aquela rotina alucinante, fazer cursos e etc. É saber aproveitar o momento, descansar, mudar um pouco a rotina. Foi minha escolha.
O sábado já se inicia e se for pensar tenho muitos afazeres, antes de tudo quero aqueitar-me, organizar-me e daí arregaçar as mangas.
Acredito num 2º semestre diferente, com outra perspectiva e expectativa também.
Se na época que ouvia falar sobre Mariana, eu usava uniforme, tinha os cabelos curtos, andava a pé, tinha horário para brincar na rua e somente aos sábados e domingos, usava mochila, tênis ou sandália,a diversão era a Sessão da Tarde e eu ainda sonhava em ser dentista. Lembro que toda vez que as férias terminavam,a professora pedia uma redação - também chamada de composição- com o título "Minhas férias". Aí eu tinha uma frustração tamanha.
Para mim,eu não tinha nada de importante. Geralmente eu dizia que fiquei em casa, brinquei na rua, visitei alguns familiares em Juiz de Fora mesmo, um paquera novo, o festival de filmes d'Os Trapalhões ou da Xuxa e só. Eu pouvia o que os meus colegas relatavam, falavam de viagens, viagem com família, o que comeram,lugares que visitaram.
Minha indagação interna: por que minha família não viajava?
Bom, o tempo passou e eu ainda continuei ouvindo muitos relatos, redações de gente próxima que viajava. Algumas vezes fui à Aparecida do Norte - que para mim não era uma viagem,era tudo um tédio, apesar da fé que eu tinha. Uma vez estivemos - eu e alguns parentes- em São Lourenço e Caxambu. Achei mais interessante,mas ainda assim faltava alguma coisa. Bebi água gasosa em várias fontes, o que para mim era tudo uma água gás que não fazia diferença alguma para mim.
Depois dessa época, viajei sim. Viagens com pessoal da igreja, encontros da ABU. De qualquer forma eu aproveitava ver a estrada e sair do meu reduto. Ah, viagens para cidades pequenas - roça,né?Era coisa de voltar no mesmo dia. Lembrei que fui ao Rio por ocasião da primeira comunhão de duas primas minhas, mas não conheci nada do Rio.
Viajava também através de páginas de revista, programas de TV que eu assistia.
Em 2008, comecei minha saga de turista ( bom é a data que eu lembro, se a minha mente estiver enganada, depois eu corrijo). E de lá para cá, já me viro bem quando tenho que arrumar uma mala. Detalhe: só tive uma mala ano passado. Até então, era só bolsa e uma vez que usei uma mala emprestada.
Em Mariana, estava eu com uma bolsa de viagem vermelha que caiu como uma luva para mim, tênis, legging, saia, jaqueta, cabelos maiores e com os olhos sempre curiosos diante de um novo lugar.
Sem guia eu caminho, e mesmo quando há alguém conhecido no lugar, procuro saber as informações necessárias e desbravo. Eu me sinto livre, sabe? Olho, observo, escuto, leio placas, olho pro céu, olho pro chão.
Sei que fui esmiuçada, descontruída para ser construída com novo material.
Penso que voltei mais corajosa,viu? Com aquela sentimento de não se acomodar e correr atrás dos meus objetivos. Estou disposta a apagar alguma linhas da vida,reescrever outras e começar a redigir em folhas branquíssimas desembrulhadas só para mim.

Posso terminar a postagem com uma miscelânea de versos bem presentes durante meus dias em solo marianense:
Eu não tenho "papo de jacaré",eu sou "uma brasileira" que diz "Hey,Jude" porque "...love is all I have to give". "One more time" para cada coisa boa da vida e eu "tô te esperando, vê se não vai demorar" porque " tá vendo aquela lua?" Sou humana,mas tenho um "advogado fiel" pra resolver e dar conta das minha causas. Sei que " mais perto quero estar" de Deus, porque Ele tem uma nova história para mim.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Coming home

Ah, minha viagem deverá ter mais algumas postagens por aqui. Não tive tempo em Mariana para escrever todos os dias.
Emoções. Eu ainda paro e penso em tudo que presenciei. Já é uma viagem que ficará marcada por toda a minha vida.
Tudo bem que toda viagem deixa sempre alguma marquinha, além das fotos e lembrancinhas para remeter ao lugar que fui.
Particularmente, a última tem o gostinho especial do modo como ela foi plantada na minha mente, como foi executada, pela duração e pelos desafios.
Senti saudade de muita gente, confesso que deu vontade de correr para um orelhão e ligar para dizer: "Oi, tudo bem?Saudade de você!". Ou então escrever vários cartões-postais e torcer para que o serviço dos Correios fosse tão rápido quanto a internet. Seria uma forma de dizer: "Olha não sei o que pode acontecer,mas pode saber que sou feliz!"
Apesar de algumas vezes eu dar uma olhada, deixar recado via Facebook ou MSN, nada supera a presença real ou no mínimo ouvir aquela voz do outro lado do aparelho.
No dia 20 de julho - dia do amigo - meu celular foi muito requisitado
( risos) e eu fiquei feliz com as mensagens que recebi, me deu um gás, sabe?
Eu me recordo da viagem pelos cheiros, sons e impressões que tive. As mais de 800 fotos que registram momentos por lá são apenas uma fagulha do incêndio que tomou conta de mim.
Não sei porque,mas escolhi a palavra incêndio para expressar o conjunto de vivências durante esses dias.
Incêndio faz lembrar algo que é preciso tomar alguma atitude. Ou você dá um término, ou o fogo destroi tudo. Se você deixa o fogo tomar conta, ele faz tudo virar cinza. Dependendo, se tiver vento a cinza pode ir pra algum lugar distante do local de incêndio. No entanto, cinza não é a mesma que ter vida...e sem vida, não há como se fazer nada.
Os sons que embalaram minha viagem foram bem ecléticos. Alguns trouxeram-me certas epifanias.
Eu penso, e tenho quase certeza de que a viagem gerou em torno de escolhas, decisões.
Escolhas do passado, do presente e do futuro. Só que não trabalho com o futuro, tenho só o presente. Até uma série que assisti trata sobre a temática e o mais interessante é que a personagem principal tem o meu nome - risos.
Senti-me cuidada, também cuidei e cuidaram de mim mesmo eu não estando presente. Meu retorno foi surpreendente e mais uma vez quase debulhei-me em lágrimas.
É, chorei durante a minha estadia fora e quando voltei. Não é excesso de sensibilidade, mas aqueles momentos que só as lágrimas podem expressar algo.
E eu continuo bem reflexiva, resolvi arriscar-me, ou seria permitir-me viver?Viver e ir além do que já conquistei? Dar-me uma chance? Afinal, Jesus ressuscitou a Lázaro,mas quem removeu as pedras não foi Ele...

terça-feira, 26 de julho de 2011

De volta para o meu aconchego

Depois de 7h30 na estrada - realmente a volta para casa demora mais - cheguei, voltei ao meu mundinho. Claro que lá no fundo eu penso: "ah não, quero mais férias, deixa eu continuar passeando, conhecer lugares..."
Sei que a vida não é assim e saberei lidar com o retorno da minha rotina
(risos).
Voltei e com a mala cheia de emoções. Foi uma das viagens mais intensas que tive na vida. Vi de tudo um pouco, sinceramente até o que eu não esperava. Fui de um extremo ao outro, algo exigido pelas circunstâncias, mas nada que tirasse o meu equilíbrio.
É bom sentir a proteção de Deus e ver que Ele me guia. Aliás, antes de viajar a música que ressoava na minha mente é um hino que diz: "Guia-me sempre, meu Senhor/ Guia meus passos Salvador".
Observei cada detalhe, cada cheiro, há caminhos que já reconheço.
Vivi uma aventura e tanto!
Senti saudades e fui surpreendida ao retornar, os meus olhos sorriram sim...penso que tem um novo caminho a trilhar.
Agora já acalmo, mesmo sabendo que a próxima semana será puxada e cheia de compromissos. Sabe, ainda estou na terça-feira e faço o que for possível neste dia. Do amanhã, Deus cuidará.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eu não sou nativa daqui...

Nossa,que sol bom o de ontem e friozinho da noite é sempre bom.
Andei pra conhecer melhor o lugar, aprendi um pouco do vocabulário que chega a ser engraçado. Não sou uma nativa daqui,mas penso que já perceberam isto, mesmo eu não sendo daquelas turistas que pagam mico. Consigo me situar bem. Ouvi idiomas diferentes também.
Curti uma rede na varanda, um morro ao fundo e um céu azul limpo.
Tento não descontrolar totalmente minha alimentação. Já arrumei meu suco light, comprei frutas e até minhas barrinhas de cereais. A minha malhação é andar pelas ruas daqui de Mariana e pelas ladeiras e morros de Ouro Preto - o que já me rendeu dores,tudo básico. Penso que terei mais dores...
Minha estadia aqui vai além do que eu pensava,mas não há problema...pode ser o tempo que precisava para mim. Eu realmente não sei o que me reserva o dia de amanhã, ou os próximos minutos. Tudo pertence a Deus.
Antes de finalizar eu explico o título. As pessoas que aqui nasceram, denominam-se como nativas. É bem estranho ouvir isto.
Estou bem cansada,fico por aqui.